Repost from @aureavie @TopRankRepost #TopRankRepost Em 2014 culpei meus hormônios de gestante por ter chorado desmesuradamente depois de visitar a melhor exposição daquele ano, a transformadora “Histórias Mestiças”, curadoria de Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz. Passados 4 anos, percebi que estava enganada ao impingir a mim mesma uma sensibilidade maior ligada ao meu estado e sua particular química oscilante. A dupla de curadores trouxe à nós uma nova exposição tão dolorosa quanto essencial, tão bela quanto combativa à desesperança que nos desmantela a cada dia. Já tinha visto há dias a “Histórias Afro-Atlânticas” (@masp_oficial e @institutotomieohtake) que te arranca para a realidade de forma tão desconfortável e te enleva para a arte de maneira tão sublime. Como acho que os textos de parede são imprescindíveis para o acesso à orquestração dos curadores, logo comecei a sentir uma tristeza assim que consegui ler toda a cronologia das histórias de racismo que acontecem no Brasil. Por 300 anos, o racismo estrutural persiste no Brasil, chegando ao inacreditável ano de 2018 com o assassinato de Marielle Franco (e por que não levar mais um fato à lista, o da Dra. Valéria Santos ter sido algemada e arrastada no seu exercício profissional anteontem!). Assim, acredito que esta exposição seja uma verdadeira joia. Fiquei pensando também no histórico cancioneiro imenso e me lembrei do clipe de Gilberto Gil fazendo uma espécie de “white face” x Chico Buarque de “black face” em “A mão da limpeza”, letra mais que escancarada do que foi relegado aos negros depois da escravidão. Foi imediata também a vontade de montar uma lista de músicas que remetem a tantos acontecimentos acachapantes: Strange Fruit, Porgy and Bess, Retirantes e outras de Caymmi, tantas de Moacir Santos, Mississipi Goddam, Negro é lindo de Jorge Ben, Missa Criola de Milton Nascimento, Santuário de Fé com Clara Nunes, álbuns e mais álbuns do meu ídolo @gilbertogil.
1) Flávio Cerqueira, Amnésia, 2015.
2) Titus Kaphar, Space to forget, 2014.
3) Aaron Douglas, Into Bondage, 1936.
4) Osmond Watson, Johnny Cool, 1967.
5) Luiz Braga, A preferida, 1987.
6) Ibrahim Mahama, Hamida, 2017.
7) Benny Andrews, Study for Por

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