Beatriz | Proc Também é Viver

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📚 Declaro-me rendida: depois de Normal People, não descansei enquanto não pus as mãos em Conversations With Friends, o primeiro romance publicado da autora irlandesa Sally Rooney.
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Conversations with Friends não desiludiu, juntando-se à minha lista de favoritos de 2019. De certa forma, é um romance ainda mais completo do que o segundo. Há mais personagens em destaque, e todas elas com uma vida emocional complexa e bem construída, não descrita, mas sim percebida através de diálogos intensos e até da falta de palavras ocasional (show, don't tell, não é esta a regra que os bons escritores devem seguir...?).
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O que é ser uma mulher jovem, millennial, na actualidade? Quais os limites da amizade e do amor? O que é uma relação? O que é uma conversa? O que é o amor e como o mostramos? O que liga pais e filhos? Que poder temos uns sobre os outros, entre pares, marido e mulher, amigos, entre admiradores e admirados, mais velhos e mais novos? Pertencemos a lugares ou a pessoas? Onde termina a juventude e começa a idade adulta? E qual o efeito do dinheiro em todos os assuntos mencionados? Estas são algumas das questões que gravitam sobre a intriga a quatro: Frances, Bobbi, Nick e Melissa.
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Postais de Verão ⛱️ com a participação especial da pessoa com quem fui de férias, a tal que levou a nécessaire, e a mesma pessoa que só "gostou" de Normal People.
📌 Acabei de o ler em menos de 24 horas... Foi um deslumbramento imediato, uma urgência sôfrega, nem tive tempo de me aperceber o que tinha acontecido. Foi um fartote de chapadas e montanhas-russas, apenas comparável ao meu romance pirosão favorito One Day, e mesmo ao amigo de faca e alguidar, Love, Rosie. Ao longo dos anos, já tenho escrito sobre o primeiro e digo-vos: este Normal People é ainda melhor.
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Porque não é só lamechice. Não é só sobre o desencontro de protagonistas antagónicos durante vários anos. É tanto, mas tanto mais do que uma história superficial sobre dois jovens adultos. Na verdade, mais do que isso, é uma história sobre assimetrias sociais, sobre as relações entre pares, entre famílias e entre a família, a procura de um propósito na vida, a procura da pertença e um lugar no mundo, a transição para a idade adulta e, enfim, é sobre o que significa (querer-se) ser normal. É sobre como a relação que temos com outras pessoas molda quem somos e em quem nos tornamos, para onde vamos, aquilo de que gostamos. Este livro pôs-me a pensar sobre todas essas variantes, condicionantes e temáticas na minha própria história pessoal e das pessoas que me rodeiam. Assim, sem dúvida que vale a pena ler ficção.
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Dito isto, o design do livro e a estrutura do romance podem fazê-lo parecer o corriqueiro young adult, mas não se deixem enganar pelas aparências.
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Suspeito imenso de livros de desenvolvimento pessoal com títulos tipo "catch phrase". Essencialismo quase podia ser o nome de um culto millennial, e eu nem sou nada fã de coisas da onda da Marie Kondo, arrume a sua casa, arrume a sua vida, ou de minimalismo, ou propósito, projecções para o futuro e etc. No entanto, este Essencialismo revelou-se ser mais do que o título. É, de facto, um bom resumo para uma teoria engraçada, a de que às vezes desenvolvemos tantos interesses e ocupações ao mesmo tempo, que nos dispersamos. Fazemos listas de prioridades com 10 itens, mas quão prioritária é uma lista com 10 itens? Por onde devemos começar? Disparamos para todos os lados?
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Confesso que me tenho sentido assim a minha vida toda. Quero fazer tudo, chegar a tudo, ter todas as experiências, esticar o tempo, ter vários interesses, objectivos para agora e para depois, e ultimamente tenho reconhecido que isso não é produtivo. Enquanto fazemos X, não nos concentramos em Y, e vice-versa. Então, Greg McKeown defende que o melhor é fazer a coisa certa, pela razão certa, no tempo certo. É um pensamento tão simples, mas tão eficiente, não é? Faz bem recordarmos o mais óbvio, quando não o conseguimos ver no meio da confusão.
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Além de apresentar uma série de premissas muito cativantes (e tudo devidamente fundamentado segundo estudos científicos), este livro é a típica leitura de Verão - li-o em dois ou três dias, intercalado com outros. Letra grande, parágrafos espaçados e não muito longos, informação disposta visualmente para ilustrar o texto, capítulos curtos e sempre assentes num conselho ou problema, o livro em si responde a problemas dos comuns mortais... Ou seja, é uma leitura prazerosa para quem tira agora férias e procura fazer reset antes de voltar ao trabalho, com uma nova maneira de pensar e agir.
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🏖️ E desse lado, que leituras de Verão não andam a procrastinar? Opinião completa no blog (link na bio).
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📚 Este livro não é sobre o cancro, não é sobre Pedro Rolo Duarte estar doente e pensar que pode morrer. Antes pelo contrário, sem clichés, é uma celebração do que viveu, um esboço de autobiografia e uma menção especial às pessoas com quem se foi cruzando, pelo bem e pelo mal, sem vergonha ou arrependimento. Até às últimas cinco ou dez páginas, quando finalmente surge alguma preocupação acerca duma cirurgia arriscada, não existe sinal de derrota ou desânimo.
. 🗞️ Se querem ser ou são jornalistas, têm de ler este livro. Se gostam de bom jornalismo, também têm. Se vos interessam vidas cheias que vos deixem inspirados, força. Este Não Respire é tudo: memórias pessoais e profissionais de alguém que viveu intensamente as primeiras décadas pós-25 de Abril, é um pedaço de história do jornalismo recente em Portugal, na primeira pessoa, pelos olhos e palavras dum agente dessa realidade; é um elogio à vida e ao amor em todas as suas facetas. E vai-se lendo, uns textos mais desafiantes que outros, curtos e longos, bocadinhos de sabedoria de quem a foi acumulando pela experiência.
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🌞 sometimes I am a morning person, at least once a month, thanks to @cm_lisbon 📸 photos by @irenekonova 🌈
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Gatos... "Commitment issues. Deslarga-me. Detesto colo. Vai-te! Que fiz eu para merecer tamanho estrafego? Help." 🙀 Estou a trabalhar, mas tenho saudades desta bola de pêlo. É anti-social, quer distância, excepto quando chego a casa e se põe a miar que quer comida e a ronronar aos pés da cama enquanto leio. Ao final dum dia separados, até abraços e beijinhos nos bigodes aceita. Quem tem gatos sabe o que isto é - até eu, que sempre fui uma pessoa de cães!
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 #lordennui #gatos #gato
📚 Não sei como falar de Autobiografia sem vos contar demasiado sobre o enredo. Vou tentar ser breve: é um texto ficcional de carácter biográfico. Ou, se calhar, não é. De autobiografia tem pouco, excepto do ponto de vista das personagens. Mas são personagens ou pessoas reais? Por que não ambas?
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Autobiografia é um livro cheio de camadas que nos cabe desbravar. O enredo forma-se a partir do entrelaçamento entre a realidade e a ficção, numa metanarrativa acerca do que significa ser-se escritor e leitor (e, mais uma vez, por que não ambos?). Existe um José, existe um (José) Saramago, existe uma Pilar e outras tantas figuras. A conclusão a que chegamos é que não interessa se são retratadas correspondendo à realidade ou se é tudo da cabeça do autor. Em vez disso, basta sabermos que existem neste livro. No início pode ser um pouco dissonante confrontarmo-nos com esta diluição de fronteiras e dicotomias, mas ao cabo de algumas páginas conseguimos finalmente desprender-nos das amarras dessas expectativas.
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Quanto à escrita... Esta sim, faz-me ter sentimentos contraditórios. Por um lado, José Luís Peixoto consegue - como sempre - descrever o mundo como uma criança que o descobre pela primeira vez, maravilhando-se com as mais ínfimas (e íntimas) tonalidades da vida. É assertivo, inocente e simples com as palavras, e isso é bonito. Ainda assim, fiquei à espera de mais. Muitas expressões soam a lugar-comum da sua obra. O leigo di-las-á batidas. Não há surpresa, dei por mim a querer mais. Talvez não seja do autor, talvez seja de mim, mas confesso que as minhas expectativas eram bastante elevadas.
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💡Mais um livro terminado! Gosto muito de saber que a nossa saúde mental está a ganhar espaço nas prateleiras e estantes deste mundo. Não temos de ser "loucos", se calhar somos todos ligeiramente abananados do miolo, mas falar sobre as diferentes tonalidades do que sentimos não é queixume, é apenas partilha. Talvez nos comecemos a sentir mais à vontade para o fazer se os meios de comunicação social, os produtos de entretenimento e as manifestações culturais, as celebridades e pessoas que admiramos forem as nossas referências na normalização da procura de bem-estar interior.
. 📚 Na minha opinião, ler experiências pessoais de quem também tenta encontrar respostas e calma é catártico e consola-me. Raramente estamos sozinhos nas encruzilhadas humanas, há sempre mais alguém a passar pelo mesmo - não é?
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Como se conta uma boa história? Porque é que gostamos tanto de certas personagens e não doutras? Porque nos sentimos imersos em vidas alheias e ficcionais? 📚 Ontem, apresentei este livro no encontro d'@umlivrodebaixodaasa. A partilha soube tão bem, que finalmente me motivei a escrever sobre ele, semanas depois de o ter terminado. Espero que não se importem com as quantidades industriais de publicações minhas sobre storytelling, empatia e cérebros que lêem. Têm sido a minha vida nos últimos meses, tanto por estudo quanto por gosto. Adoro estes temas! Contar histórias é a forma como partilhamos conhecimento e experiências, mas também como nos tornamos mais próximos e garantimos a coesão da comunidade. Bonito. O resto está no blog (link na bio) 📲
⚠️ Isto não é o que parece! Porque, assim, no final, parece que foi tudo fácil - sinceramente, até eu me esqueço do quão difícil foi chegar a este ponto, quantos livros e papers li, quanta ansiedade fazer este poster colorido-fofinho-engraçado com apenas 600 palavras me causou, quantos trabalhos finais entreguei na mesma semana, quantas vezes procurei outros mestrados e duvidei que iria continuar no mesmo, quantos cursos de formação fiz ou pensei fazer para me esquecer do que tinha mesmo de estudar, quanto impostor syndrome pode caber numa só pessoa (eu)... Mas já está. O primeiro ano do mestrado já acabou. Mais coisa, menos coisa, só falta a tese! Então, isto talvez seja o que parece: apenas eu, bastante satisfeita e orgulhosa do meu trabalho. Ainda por cima, porque tive a sorte de estudar estes temas sobre cognição com um óptimo professor e porque, durante a Summer School, tenho conhecido pessoas cujo trabalho já admirava, graças a esse mesmo professor. Ora bem, obrigada a todos, incluindo amigos virtuais e leitores da procrastinação! 🥰 E obrigada principalmente aos meus amigos, e à minha família, e ao meu namorado, que pelo menos até Setembro se verão livres do zombie com quem têm vivido os últimos meses de vida. Ironicamente, eles não querem saber do que eu escrevo nas redes sociais, mas fica sempre bonito de se deixar registado. ||| ➡️ Para lerem o poster, vejam a segunda foto! Gostam? Não gostam? É um tema que vos interesse? Têm sugestões? 😄
📮 weekend postcard 📮