Não se acostume com a vida

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Reflexões que o câncer e outras situações complexas podem despertar em nós, e tudo com leveza!
Por @marinasilveiraarruda
Saiba mais sobre o livro ⬇️

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A gente muda todo dia mas alguns acontecimentos nos transformam mais intensamente. O corpo traz evidências claras do como se dá nosso processo de amadurecimento. Ele não só deixa transparecer, ele é o testemunho vivo da trajetória daquele ser. Você é seu corpo, também.
Tenho 35 anos de história, e um câncer na bagagem, além de outras vivências múltiplas. Eu definitivamente andei mudando muito. Eu danço desde que nasci, mesmo. Mas não danço mais como dançava aos 10, aos 20, aos 30. Existem demandas diferentes, contudo não sinto que é melhor nem pior, mas é a dança de uma mulher de 35 que já viveu um monte de experiências muito significativas. Me orgulho do que me constitui.
É por isso que, apesar das limitações que surgem e ainda surgirão, eu me sinto cada vez mais livre (e linda) dançando. Por que minha dança traz cada vez mais presente a verdade de quem dança não para ser admirada, mas por que precisa disso para sobreviver, significar, e se sente cultuando a vida que a anima, quando dançando. E, assim, dança uma dança que liberta, dá sentido, não necessariamente performática. Por que não sei até quando poderei estar eventualmente nos palcos, mas cada vez isso importa menos. Os códigos, as técnicas, isso tudo é incrível mas eu os reinvento se achar conveniente, tipo uma licença poética, tudo em prol da minha satisfação e da dança que emerge genuinamente daqui. O que importa mais, hoje, não é o como meu corpo se expressa, mas o que o move. Quero crer que independo da minha mobilidade, flexibilidade ou habilidades específicas para dançar, quero dançar até mesmo quando  meu corpo-mente estiver inerte. Respirar dançando, caminhar dançando, dormir dançando, sorrir dançando, pensar dançando, amar dançando.
Mas eu ainda estou ativa e há tanta vida pulsando que eu quero me desafiar. Se eu não deixei de dançar, mesmo imobilizada por conta da mastectomia e das cirurgias de reparação que fiz, não ia ser agora, já restabelecida. 
Voltar após 8 anos a estar junto da companhia de dança da qual fiz parte por outros 8 é especial. Outra Marina, outra cia, outro momento, porém uma paixão que permanece. Fui acolhida com ♡, sou uma bailarina privilegiada. 
#naoseacostumecomavida
Hoje eu conheci a Tielle. Hoje eu me reconheci na Tielle.
Em comum especialmente o fato de que o câncer nos tomou de assalto e mudou nossa vida para sempre, muito precocemente. Para além, e isso importa muito mais, de que ambas adquirimos uma fome de viver imensa a partir disso. 
Eu tive a oportunidade de fazer parte do grupo de pessoas dispostas a proporcionar a ela um acolhimento único, uma rede segura na qual ela se lançasse rumo ao novo. Uma equipe composta por muitos profissionais competentes, me senti honrada pelo convite e espero poder ter contribuído para que ela daqui para frente siga ainda mais encorajada, e definitivamente "voe" por nossos ares, como tanto almeja.
Ti, que essa troca de hoje te impulsione, assim como fez comigo. Floreamos, dançamos, sorrimos, choramos, e com isso nos curamos um pouco mais. Gratidão.

Ansiosa pra ver o resultado, os episódios prontos, você brilhando na TV e dando um lindo exemplo a todos do quanto viver é especial. Abra suas asas e se entregue, que o mundo é seu. ♡

#naoseacostume #naoseacostumecomavida #vida #cura #saúde #câncer #breastcancer #tratamentodechoque #rederecord
Dia 08 de abril é dia mundial de combate ao câncer. No dia 08 de abril de 2016 eu tinha esse cabelo, que cortei um pouco antes de começar a quimioterapia, a primeira sessão foi dia 05 de abril desse mesmo ano. 20 dias depois ele caiu, quase todo. Eu, que passei praticamente 30 anos de cabelos longos, sofri. Quem me conhece de perto sabe o quanto eu era apaixonada pelo meu cabelão. Foi uma experiência única, impossível de descrever, muito trágica, inesquecível. Mas foi só uma das dores e questões com quais eu lidava naquele momento, e eram tantas e tão complexas, que perder esse corte de cabelo lindo (sério, quando experimentei ter cabelos curtos eu me apaixonei!) nem foi o maior dos problemas. 
Contei isso para enfatizar o quanto eu não desejo a ninguém passar pelo que essa doença causa, da queda do cabelo às demais transformações que ela impõe. 
Um dia pra a gente lembrar de combater essa doença é importante sim. Para que as instituições se mobilizem, o acesso a melhores condições de vida/ saúde e de tratamentos aconteça, e para cada um de nós nos darmos conta de que podemos colaborar pra que doenças como essa sejam menos prováveis de acontecerem conosco, adotando hábitos saudáveis em geral.

O câncer é ainda um mistério em vários aspectos, e ainda que muito já tenhamos avançado, resta tanto a fazer. Atente-se.

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Escrevi um livro por mim e por todos. Todos que vivemos a experiência de ter tido câncer, mas também aqueles que experienciaram outras situações tão complexas quanto (ou que ainda irão, visto que ninguém está imune às intempéries dessa coisa doida chamada vida). Sinto que para nos conectarmos verdadeiramente precisamos tratar de temas cruciais como vulnerabilidade e sofrimento, e para isso se tornar possível temos de nos expor, abrir, trocar, amparar, ter empatia, dar afeto. A gente faz um bem que é coletivo quando compartilha nossas vivências com entrega, verdade e amor, todo mundo cresce junto. Me coloquei a serviço disso, e escrever foi o meio que escolhi.

Eu escrevi não para falar de mim nem do câncer, mas o que ter vivido essa experiência despertou de reflexões aqui dentro, e como minha potência só se expandiu. E muito disso somente foi possível por conta das vidas e histórias que cruzaram meu caminho e passaram a me constituir, e a essas sou imensamente grata.

Quero que o livro possa chegar a quem se sentir tocado, e promover essa mesma sensibilização. Eu hoje fiquei muito contente ao doar um exemplar para a biblioteca municipal da minha cidade natal, que frequentei muito quando criança, para que ele possa circular pelas vidas das pessoas mais diversas, levando algum acalanto ou mesmo esperança a elas. Ouso sonhar que ele possa inspirá-las a pensar sobre o que pareça não fazer mais sentido, e acionar mudanças rumo a algo novo, possivelmente melhor.
Se uma chaminha dessa se acender ao menos em alguém, nada terá sido em vão. E eu me considerarei a escritora mais bem-sucedida e realizada.

Aos interessados em adquirir um exemplar, comprem pelo www.marinaarruda.com.br
O lucro destino ao Hospital de Amor, onde fiz o tratamento. ♡

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Ontem foi um dia desses meio cinzas e chuvosos que começam como outro qualquer mas que vão te propondo alguns desafios e desestabilizações conforme passam. Sabe quando parecia que tava tudo ok mas quando você percebe você já tá mexida e já foi levada pra outro estado de espírito diferente, e nem sabe bem como?! Foi assim.
Diz que é por que reiniciou o ano novo astrológico. Também começou uma lua cheia. Também começou o outono. Também por que eu dancei a noite, e dançar sempre me tira literalmente do eixo.
A tarde, quando eu percebi estava rezando pro dia acabar logo, afinal estava ansiosa e um pouco triste. Mas ainda bem que logo eu me dei conta de que havia chegado o dia de fazer algo que amo tanto, que é dançar. Na verdade danço todos os dias, por que faço aulas e por que danço em casa, por aí, comigo mesma, eu respiro dançando, ando dançando, eu nasci dançando e assim vou morrer. Não me lembro quando foi que eu não dancei. Dançar, aqui, é vício e cura ao mesmo tempo. Vital. Mas dancei ontem com os meus amigos de longa data, uma gente de bem, num palco especial, e isso pra mim é ritualístico. 
E não foi diferente, mais uma vez estive em cena e comprovei qual a potência disso, pois isso transmutou aquela dor em esperança. Chorei muito, agradeci muito, desejei que todos pudessem sentir, ao menos um dia, algo tão sublime tal como eu sentia alí. Não necessariamente dançando, mas se realizando ao fazer algo que lhe traga alegria. Sou grata por ter identificado tão precocemente o que me traz paz.
Sim, a lua encheu, e eu estou repleta. Os astros se movem e esses ciclos se alternam e se reiniciam, e eu recomeço. O outono vem, propõe que a gente se desapegue do que não serve mais para abrir espaço pro novo, e eu me liberto, de coisas e de crenças limitantes. Todo dia eu sou nova por que sou parte dessa complexidade, e ainda que pouco controle e consciência eu tenha, danço conforme a música divina. Cada vez mais resiliente, cada vez mais entregue. 
Terão dias em que você vai quase perder de vista aquilo que te move. Que a gente consiga dar conta do que a vida impõe sem deixar de se ofertar aquilo que faz a gente encontrar algum sentido nela.
#naoseacostume
Às vezes eu queria ter essa passividade de alguns de vocês. Quem sabe assim meu coração batesse mais devagar, por que no ritmo que ele bate às vezes eu canso. 
Eu quero tudo, tanto. Sempre. Eu já era alerta, hoje sou aflita. Talvez por que vivi a sensação de que podia morrer. No meu caso, foi um câncer. Você já se viu numa situação em que pensou "eu realmente posso vir a morrer"? Todos sabemos que morreremos, mas quase morrer é diferente.
Numa dessas noites de insônia e catarse escrevi: se você viveu a experiência de ver a morte te convidando pra dançar, você nunca mais será a mesma. Você não espera a próxima, você sente que essa é sua última valsa. Você entra na pista sempre pra dar show. Meio que isso.
Tô nessa por que acabei de voltar da casa da minha amiga, que fez aniversário e disse às 21h30 que queria ter apagado umas velas de 33 anos, que só isso tava faltando. Eu parei tudo e saí, fui comprar as velas, o bolo, fui levar pra ela. Se estava ao meu alcance, por que não? 
Ela ficou feliz, e eu mais ainda. Eu fui por mim também, pra exercitar minha humanidade, por que eu não quero ser mais uma entre tantos que não move um centímetro pra ver o outro contente, se sentindo importante e querido. Gestos simples, mas que preenchem. Hoje as pessoas se doam tão pouco, migalhas de afeto. Que dó de vocês. De nós. 
Estamos esperando o que pra ter o amor e a empatia como prioridade total?! A médica Ana Cláudia Quintana (amo), especializada em cuidados paliativos para pacientes terminais, num de seus vídeos propôs o exercício de pensarmos qual o tamanho dos problemas que hoje temos diante da hipótese de morrermos amanhã. Se você souber que morrerá, o que é prioridade continuará sendo? Pense. Sinta.
A gente de verdade não tem mais nada além da gente, todo o resto é secundário. Se você tá aí anestesiado, desperte, que amor é abundante, a fonte não seca, então dá muito, dá tudo, dá de forma inconsequente, que brota mais. 
Não sai da minha cabeça o trecho "eu gosto dos que tem fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem". Cansada de vocês que dissimulam, tentando me fazer achar que não se importam, mas no fundo estão é morrendo de medo de amar.
Marcas da vida, quem não trás alguma na pele e na alma?! E isso não é lindo, você aqui, testemunho vivo da sua trajetória de desenvolvimento e evolução?  Acho incrível... Não dá pra viver e passar ileso, então que a gente veja beleza onde há ruptura e transformação, e resignifique as cicatrizes, no sentido concreto e abstrato. Você é potência pura.

Foto linda da @thaismarinphoto com conjunto @letitbeintimate, criado especialmente pra mulheres mastectomizadas. Adquira as peças pelo site da marca e apoie a causa.

#naoseacostume #naoseacostumecomavida #hospitaldeamor 
#resilience #resiliencia #vida #life #outubrorosa #câncerdemama #câncerdemamatemcura #prevenção #cura #amor #vida #breastcancer
Empatia e comprometimento resumem! 
Ainda apaixonada pelo resultado desse trabalho, obrigada @letitbeintimate por me ouvir, acolher a ideia e criar peças lindas e que atendem a todas, inclusive mulheres mastectomizadas e que precisem usar prótese externa na mama. Todas merecemos nos sentir belíssimas, vocês nos proporcionam isso... ♡

Obrigada também a todos os envolvidos, tão queridos! @marcostasilva
@alessandraferrsantos
@thaismarinphoto
@shotbykhan
@guiferretti

Adquira as suas no site da marca e colabore com a causa! 
Vídeo completo no IGTV ;) .
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#Repost @letitbeintimate (@get_repost)
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Quando um vídeo diz tudo. Sobre um dos projetos mais lindos que desenvolvemos em 2018. Vale a pena assistir (passa pro lado e assiste completo) 🖤
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Obrigada a todos que participaram e deixaram um pedacinho de si dentro dessa experiência inesquecível 🖤
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Día 04 de fevereiro - dia mundial de combate ao câncer: pense nisso 🖤
Hoje é o dia mundial do câncer e eu só sei sentir que essa doença me levou embora um tanto de coisa, e trouxe outro tanto também. Levou coisa boa e coisa ruim, trouxe coisa boa e coisa ruim. Definitivamente me tirou do lugar, na real acho que remexeu em praticamente todos os aspectos que compõem minha vida.
Eu gosto de quem eu sou, hoje. Mas eu espero que logo ninguém precise mais passar por isso pra se reinventar, por que dói demais. 
Enquanto a cura definitiva pra todos os tipos de câncer não acontece, tente se poupar desse drama cuidando bem de você mesmo, pra tentar prevenir, e se investigue, se conheça, pra caso venha a acontecer você descubra logo e dê tempo de fazer algo pra tentar reverter. 
Obrigada a quem se envolve com a causa, seja como for, e aos que têm empatia também. Ser um paciente oncológico não é nada fácil, é pesado em todos os sentidos, físico, mental, emocional, espiritual, social. É lidar com dor, julgamento, abandono, medo, frustração, desolamento, angústia, às vezes simultaneamente, às vezes cotidianamente. Compaixão, consigo se você é o paciente, com os outros se você não é. E, se ajuda em alguma medida, sugiro que a gente se liberte dos estigmas e olhe com o máximo possível de lucidez pra essas doenças (sim, cada câncer é uma doença distinta), pra sofrermos o mínimo necessário e sentirmos esperança de que dá pra ter qualidade de vida mesmo tendo tido um diagnóstico, e que somos dignos de desfrutar e de sermos felizes. Todos estamos sujeitos a nos vermos um dia nesse lugar, então a causa é coletiva.

Adquira o livro "Não se acostume com a vida - reflexões que o câncer e outras situações complexas podem despertar em nós" para pensar mais sobre esse e outros aspectos relacionados, e ainda colabore com o @hospitaldeamor ♡

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Foto mára da @thaismarinphoto

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Eu já pratico há anos um exercício, vou contar pra vocês. Às vezes faço um balanço que é o seguinte: avalio se estou vivendo a melhor fase da minha vida, apesar de todos os pesares. Aquariana que sou não curto nostalgia, logo a expectativa é que eu conclua que sim, que ainda que outras fases tenham sido boas eu vivo agora meu melhor momento. No geral sempre deu certo, sucesso. Mas de uns anos pra cá o Universo caprichou e turbinou o meu destino, ficou puxado, Brasil. Mas eu fiz sim esse exercício também nessa hora, eu me perguntei no meio de um tratamento de câncer se eu vivia a minha melhor fase. Foi duro, aí fui realmente testada. E, com toda dor e resignação, depois de me sentir profundamente, declarei: sim. Por que eu nem sei o quanto eu me conheci e avancei vivendo aquela experiência complicada. Valeu, mas que bom que passou. Tudo passa.
Hoje, celebrando meus 35 anos, refaço essa avaliação e afirmo: vivo minha melhor fase! Me sinto plena. Feliz, realizada, linda e do astral bom! Sem falsa modéstia, eu me curto real. E não troco meus 35 por nenhum 15, 18, 25 anos. Agradeço tudo o que pude experienciar e cada pessoa que já dividiu algum tempo comigo. E já me sinto ansiosa pelo tanto de vida e beleza que me aguarda.
Que Marinas serei, quantos anos ainda, não importa. Quero viver intensamente cada momento, celebrá-los com essa vivacidade que hoje me habita, conquistada. Comemorando cada novo dia como mais uma oportunidade, desfrutando dele e dando meu melhor para melhorar também o dia de outras pessoas, por que quando a gente tá bem a gente melhora um pouco o mundo.
A expectativa é das melhores, afinal esse meu ano pessoal que chegou ao fim foi bem daora! Foi memorável! Não foi perfeito, mas foi lindo. A vida é mesmo muito generosa comigo... Eu não me acostumo, cada ano que passa eu amadureço mas ao mesmo tempo prestigio a existência e a natureza com olhos cada vez mais infantis, o tal do olhar inaugural da Clarice Lispector, minha musa. Cada vez é menos o que preciso pra afirmar com devoção que eu amo viver, expressar de peito aberto e alma disponível que sou toda gratidão. Não falta nada, o maior presente eu já ganhei.

#vida #naoseacostume #gratidão
Indico a dança como recurso terapêutico a qualquer pessoa porque é uma ferramenta gratuita e acessível a todos, em qualquer lugar ou situação, porque não há pré-requisitos e você a adapta às suas condições. Porque dançar cura.
Mais que a sensação bioquímica de prazer que desencadeia, a dança aborda elementos do psiquismo na forma como se expressam os movimentos e gestos, sempre carregados de sentido-significado simbólico. É uma linguagem não falada mas muito representativa, e que origina leituras infinitas (...). Somos sempre a constituição de nosso corpo e o que ele expressa (...), mas quando dançamos é como se estivéssemos ativamente conversando conosco e com o mundo. (pág. 104)

Trecho do meu livro "Não se acostume com a vida - reflexões que o câncer e outras situações complexas podem despertar em nós", em que abordo o quão poderosa é essa manifestação, a dança, para a promoção da saúde de forma integral e plena. Seja a dança performance ou a dança espontânea, dançar salva vidas! Sempre me foi vital, e é cada mais imprescindível, pois me organiza e reconecta, comigo e com o Todo.
Dançar durante o tratamento de câncer foi a experiência mais profunda que tive com essa atividade, recomendo especialmente a quem vive situações como essa de total desestabilização da imagem corporal e auto-estima. Democrática e subjetiva, todos podemos dançar e com isso nos conhecermos melhor, dando abertura para que nossa alma se expresse de forma livre, e acessando muitas vezes também o que há de mais genuíno no outro. Isso é tão potente... ♡

Sempre citando ela, musa, uma deusa, uma louca, uma feiticeira, Pina Bausch: "Dance, dance, otherwise we are lost".
Dance ou estaremos perdidos, então se joga!
Foto incrível do @cleberbonotto, gratidão pela sensibilidade.

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#dance #naoseacostume #naoseacostumecomavida #liberdade #amor #verdade
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles

Hoje, três anos de ser outra, ainda que a mesma. Dia do meu renascimento. Dia em que fiz uma mastectomia, aos 31 anos, e dei início assim ao tratamento que me curou de um câncer de mama. E que me transformou completamente.
Desde então já senti muito medo, insegurança, angústia e ansiedade, mas isso tudo, ou melhor, o que faço com isso que sinto, me trouxe até aqui e me fez essa. E eu amo essa Marina que me tornei. 
Hoje o que sinto é gratidão e emoção. Eu quis não ser vítima do que me aconteceu, eu posso mais. Parabéns pra mim, e feliz vida, sempre nova!

Foto da @talitacamargopersonal, amiga amada que celebrou esse dia comigo. ♡

#renascimento #aniversário #vida #vidanova #câncer #câncerdemama #naoseacostume #naoseacostumecomavida