Não se acostume com a vida

Não se acostume com a vida Follow

Reflexões que o câncer e outras situações complexas podem despertar em nós, e tudo com leveza!
Por @marinasilveiraarruda
Saiba mais sobre o livro ⬇️

http://www.marinaarruda.com.br/

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Adoro quando os livros passeiam por aí, para ir parar nas mãos de outras pessoas. E também quando a gente passeia junto, e os encontros acontecem. E então as trocas, o amparo, o afeto. Muito mais interessante do que mandar pelos Correios! Faz muito sentido, afinal as coisas que a gente coloca no mundo com amor a gente o faz (ou deveria) para ser prioritariamente por um bem coletivo, pra ser pra todos, por todos. É isso que mais me mobiliza a compartilhar minha experiência e obter um pouco da experiência do outro, que passa a me constituir também.
Adorei encontrar com uma nova amiga que, estando em São Paulo, preferiu retirar o livro pessoalmente. Trouxe sua irmã, outra querida. Não só combinamos de eu entregá-lo como conseguimos sentar e conversar um pouco num lugar bacana, tomar um drink delícia, chorar juntas, rir também, abraçar, pegar na mão, dizer que pode contar, e mesmo com a distância e não nos conhecendo efetivamente sentirmos que existe algo que nos conecta que é forte, comovente, e nos transformou, cada uma à sua maneira. O que temos em comum e que emergiu de uma crise, um câncer, foi uma vontade de viver enorme a partir de uma experiência difícil, e não que o temor tenha passado, mas a gente faz dia após dia a renovação do voto de compromisso com a vida, e tenta viver de uma forma o mais entregue possível.
Se você sofre por algo que te aconteceu, e que por um período parecia que tiraria toda a sua vontade de viver, busque olhar para isso de uma forma diferente, como quem acredita que embora a vida seja cheia de surpresas nem sempre agradáveis, ela também promove encontros inesperados com pessoas que a gente passa a admirar, e que nos ajudam nesse processo de resignificar as coisas. 
Se o que aconteceu foi um câncer, que para muitas pessoas é uma doença que impacta completamente na vontade de viver e faz com que muitos não se sintam mais dignos de sentir felicidade, vai aqui o meu recado: você merece, pode e deve ser feliz. Vai tomar o seu gin tônica, vai dançar, vai fazer amizade, vai curtir, ou seja lá o que for aquilo que te refaz e te faz perceber, sempre e de novo, que você está vivo. Você está vivo. Então aproveite!
#naoseacostumecomavida
No último fim de semana participei de um congresso cujo nome era "E agora, tenho câncer". Desde que soube do evento achei interessante a proposta, achei que teria relação com a reflexão que venho construindo, e que consta no meu livro. Pensar o como reagir e agir de forma favorável diante de uma constatação desse tipo, tão impactante, por exemplo quando recebemos o diagnóstico de uma doença complexa.
Muito foi dito sobre o que tem sido pesquisado, testado e implementado (e evoluções já obtidas), e de forma muito competente por profissionais renomados, o que nos deu, em especial aos pacientes presentes, uma esperança extra. Mas o que mais me comoveu foi ouvir que o questionamento hoje mudou de "se vou ter câncer" para "quando vou ter câncer".
Parece exagero mas o que essa colocação representa é que essa doença, multifatorial, é cada vez mais comum na medida em que vivemos mais, ou seja, morremos cada vez mais tarde, devido ao avanço da tecnologia. Com o envelhecimento a probabilidade de ocorrerem mutações genéticas nocivas aumenta, e esse é um dos principais fatores de desencadeamento de processos cancerígenos.
Vivemos mais e com mais conforto, contudo pagamos um preço. Como fala um dos meus autores favoritos, Lipovetsky, vivemos melhor mas não vivemos bem. Penso que não somos nós, seres humanos individuais, que estamos doentes, exatamente. O mundo está doente, e isso se manifesta em cada um de nós de formas distintas. Cânceres, processos depressivos, doenças cardíacas, etc. E a responsabilidade por esse desequilíbrio da natureza e disso se manifestar em nós é nossa. Nossa ambição desenfreada tem nos matado num ritmo alucinante.
Os tratamentos avançam e isso é maravilhoso, de suma importância. Mas a gente também tem que se curar da gente. E isso também é urgente. 
Obrigada aos organizadores, instituições envolvidas, palestrantes, pessoas presentes, amigas e amigos que reencontrei ♡

#cancer #cancertemcura #cancerdemama #breastcancer #cura #vida #naoseacostumecomavida #naoseacostume
Toda vez que vou ao hospital, e ainda é com uma certa frequência, eu estranho um pouco tudo isso. Essa condição de paciente, de quem requer cuidados e monitoramento, que teve que mudar do dia pra noite a vida e os planos que tinha feito pra ela, e que hoje são feitos um pouco em função disso. Dessa nova condição, a condição de paciente oncológica.
Eu olho pro meu cartão, ou pra etiqueta que me colam, leio meu nome e me vejo nessa realidade, mas tudo me parece meio que um sonho. No começo eu acordava por vezes realmente achando que tudo o que vinha passando tinha sido um pesadelo, mas logo me deparava com o fato de que não, de que essa era minha nova situação. Era aterrorizante. 
Hoje eu ainda não consigo afirmar com certeza que já passei algum dia sem pensar nisso desde então, mas já estou mais conformada. Mas quando volto pro ambiente hospitalar e leio meu nome nos lugares, eu estranho. E lamento.
Eu vivo um misto constante de lamento e receio, por que só quem passa por essa doença sabe o quanto ela nos deixa temerosos, mesmo quando tudo indica que ela se foi. Eu ainda oscilo entre temporadas de confiança plena e alto-astral e outras de insegurança e frustração.
Porém sinto que uma coisa não muda: minha paixão pela vida. Eu já curtia viver mas depois disso tudo eu agarrei um amor que vocês não imaginam o tamanho. E não pensem que minha vida é tranquilinha e amena não, independentemente do câncer, ela é cheia de questões, como a de qualquer um. Só que eu sinto uma vontade de viver, apesar de tudo, que chega a sufocar.
Eu vou fazer direitinho o que me sugerirem, e o que minha intuição sussurrar que é bom, pra ver se eu fico por aqui nessa de vida, que eu acho bem fantástico.
É quase agosto e nesse mês fará 3 anos da medicação que eu tomo para evitar recidiva. Na etiqueta tá escrito 35 anos, mas eu lembro que na primeira vez que me etiquetaram tava escrito 31. Então eu tenho ficado por aqui, e tudo parece que caminha bem. Isso me tranquiliza, e os dias seguem correndo. Um dia quero não mais contar os anos a partir desse referencial.

#vidaposcancer #cancerdemama #cancerdemamatemcura #breastcancer #vida #amor #naoseacostumecomavida #naoseacostume #hospitaldeamor
Não sei lidar, só sei adorar, emocionar, agradecer,  e acreditar. Que a gente cresce junto e a partir da nossa vulnerabilidade, que a troca favorece a todos, que conexões sensíveis nos salvam de nós mesmos. 
Obrigada Marina, é nóixxx nesse mar de amor onde a gente quer navegar. Juntas ♡ ♡

@naoseacostume

#Repost @marina_vmoreira
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"Se você se ama e se respeita, liberte-se o quanto antes." Marina.
Do latim, "a que vem do mar"

Marina é mar, é água que se encaixa em qualquer forma, que flui independente de intempéries, que segue o fluxo, que de um jeito ou de outro, transpõe obstáculos. 
Diagnosticada com câncer aos trinta e um anos, Marina Arruda fez dessa batalha um reencontro consigo mesma. Entendeu que não foi castigada nem estava pagando pelos erros de outra vida, o carma. Simplesmente aconteceu. E que aliás, pode acontecer com qualquer um de nós. De personalidade brilhante, alma solar, sorriso de luz e muito amor, percebeu que sua vida não se resumia ao câncer, à mastectomia ou às medicações, e Marina, como um rio que corre pro mar, correu para a vida. Corre, dança, escreve, ri, ama e nos deixa encantados. 
Este não é um livro científico sobre câncer nem detalha os procedimentos de um tratamento, mas nos mostra como podemos ser pró-ativos em várias situações da vida e de como um olhar diferente pode literalmente nos salvar de nós mesmos. 
Não se acostume com a vida. Reflexões que o câncer e outras situações complexas podem despertar em nós. 
Para refletir, ressignificar e apoiar. 
#MarinaArruda #NãoSeAcostume #Vida #Saúde #HospitalDeAmor #Barretos #Luta #Resiliência #Livro #Leitura #AutoraBrasileira #EditoraLabrador #EuApoio
Eu sou amor, da cabeça aos pés.

E só tô beijando o rosto de quem dá valor. ♡

Eu venho num processo de admitir pra mim mesma de uns tempos pra cá que o que eu sei fazer de melhor nesse mundo é amar, que essa deve ser minha vocação, propósito, talento, habilidade ou seja lá o que for que dê algum sentido à minha existência, por que é o que eu mais gosto de fazer. 
A gente vive numa realidade que desestimula o afeto e promove a desconexão, a desconfiança, o desencanto. Eu, que não me acostumo com isso, sofro e lamento, por vezes me decepciono com algumas pessoas. Muitas estão tão temerosas de amar e se vulnerabilizar que rejeitam manifestações de carinho das mais genuínas, singelas, despretensiosas, e de forma precipitada. Tudo por medo de se doarem, perdendo então oportunidades tão preciosas de estabelecerem outros tipos de vínculos, mais sensíveis.

Mas eu, teimosinha e incompetente no quesito "ser racional" que sou, sigo especialista em me jogar, cultuando amor e entrega. Não que eu não quebre a cara dia sim, dia não, mas ao menos sigo sintonizada com a minha verdade. E isso faz um bem danado.

E sabe, eu queria mais gente assim, como eu, no mundo. Gente que tem olho que brilha, boca que sorri (e beija), braço que abraça, colo que acolhe... e coração que encoraja. 
@roblouback obrigada por dizer que achou a foto linda e pelo carinho de, espontaneamente,  editá-la, deixando tudo ainda melhor. Você sempre deixa tudo ainda melhor.

Tenham amigos que deixem sua vida melhor. E os beijem.

#dêumrolê #novosbaianos #amordacabeçaaospés #amor #verdade #liberdade #vida #nãoseacostumecomavida #nãoseacostume
Hoje, enquanto no hospital eu esperava pela chegada do médico para uma consulta de rotina, fiquei olhando para o meu prontuário sobre a mesa, sozinha e em silêncio, e pensei: nossa, eu já vivi um bocado de coisas nessa minha vida de paciente oncológica. A pasta é das grossas, dentre as que vejo circular pelos corredores. Me entristeci.
Mas eu vejo as pessoas também por alí circulando, e é sempre tão comovente voltar para esse contexto por que, embora meu caso não seja dos mais comuns, eu não sou das que mais aparentam necessitar de cuidados. É tanta gente com comprometimentos maiores que o meu, de todos os tipos. E então me sinto estável, e isso me traz alguma paz, ainda que saiba o quanto nunca é tranquilo ter tido câncer.
Você pode não conviver mais com a doença, os exames podem indicar cura ou ao menos controle, você pode ter retomado sua rotina quase que sem grandes adaptações, mas permanece uma insegurança, às vezes discreta, em alguns momentos mais intensa. Pensar em recidiva, ver as transformações que nunca cessam de acontecer no seu corpo, temer o que te espera em decorrência disso tudo.
Eu relatei meus desconfortos (físicos e psíquicos) e saí da consulta bem, tudo indica que estamos ok. Mas lá fora, de mais dadas com a minha mãe, eu chorei. Chorei bastante água, duas mini cachoeiras, um choro que não era de raiva nem indignação. É um choro resignado de quem lamenta que as coisas nem sempre saem como a gente idealiza, e que por isso sente medo. Medo do imprevisível. Eu sei o que é chorar medo.
Tava batendo sol nos meus pés e eu percebi que tava gostoso ficar alí sentada com os pés quentinhos. Quando eu cansei de chorar eu respirei fundo e ecoou aqui dentro: entrego, confio, aceito e agradeço. Também sei o que é, depois de feito o que era preciso e possível, não restar mais nada a fazer além de ter esperança. No fundo eu gosto de alguns dos estados que o câncer me fez experimentar, como esses.
Acho que foi quando eu me dei conta de que, embora extenso, aquele prontuário não representa nem nada do tantão de coisas que eu já vivi nesses 35 anos e que, apesar de todas elas, sigo viva, que o sorriso brotou novamente. Da terra úmida e quente.

#naoseacostume
Tive câncer, sei o quão complexo é passar por essa experiência. Me dedico desde então a compartilhar informações, trocar aprendizados, e amparar. 
Não sei se vocês sabem, mas o mês de junho é conhecido como Junho Verde: mês de conscientização sobre o câncer de rim, um dos tipos de câncer que mais cresce no mundo, mas pouco conhecido entre os brasileiros. Eu fui convidada por @iespaco_de_vida a participar da campanha #greenlips , uma iniciativa internacional que visa promover o conhecimento dessa doença. A ideia é fazer a mensagem chegar àqueles que precisam de informação para descobrir a doença. Por isso, a make verde, para ajudar a divulgar a campanha e desafio todos vocês a fazerem o mesmo! Já vi que tem muitas pessoas fazendo e estou muito orgulhosa! É bem simples: basta publicar sua foto com uma maquiagem verde no feed da sua conta pública no Instagram, usando as hashtags:
#greenlips #câncerderim #conscientizacao  #euapoio
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Para saber mais,  participe do quiz sobre mitos e verdades do câncer de rim no www.worldkidneycancerday.org
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Conto com todos vocês para me ajudar a alavancar essa campanha que pode salvar vidas!
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 20 de junho é dia da conscientização sobre o câncer de rim.
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Vamos juntos nessa campanha? 💚💚💚 #naoseacostume #naoseacostumecomavida
"Aprendi a andar: desde então corro. Aprendi a voar: desde então, não quero ser empurrado para sair do lugar. Agora sou leve, agora voo, agora me vejo abaixo de mim, agora dança um deus através de mim.”
Nietzsche, Assim falou Zaratustra.

Por que você é sagrado, celebre sua existência. Nada é mais genuíno e autêntico do que dançar. 
Feliz dia da dança, feliz um corpo que dança.

Foto @cleberbonotto para @lancaperfume

#dança #dance #liberdade #naoseacostume #naoseacostumecomavida #vida
A gente muda todo dia mas alguns acontecimentos nos transformam mais intensamente. O corpo traz evidências claras do como se dá nosso processo de amadurecimento. Ele não só deixa transparecer, ele é o testemunho vivo da trajetória daquele ser. Você é seu corpo, também.
Tenho 35 anos de história, e um câncer na bagagem, além de outras vivências múltiplas. Eu definitivamente andei mudando muito. Eu danço desde que nasci, mesmo. Mas não danço mais como dançava aos 10, aos 20, aos 30. Existem demandas diferentes, contudo não sinto que é melhor nem pior, mas é a dança de uma mulher de 35 que já viveu um monte de experiências muito significativas. Me orgulho do que me constitui.
É por isso que, apesar das limitações que surgem e ainda surgirão, eu me sinto cada vez mais livre (e linda) dançando. Por que minha dança traz cada vez mais presente a verdade de quem dança não para ser admirada, mas por que precisa disso para sobreviver, significar, e se sente cultuando a vida que a anima, quando dançando. E, assim, dança uma dança que liberta, dá sentido, não necessariamente performática. Por que não sei até quando poderei estar eventualmente nos palcos, mas cada vez isso importa menos. Os códigos, as técnicas, isso tudo é incrível mas eu os reinvento se achar conveniente, tipo uma licença poética, tudo em prol da minha satisfação e da dança que emerge genuinamente daqui. O que importa mais, hoje, não é o como meu corpo se expressa, mas o que o move. Quero crer que independo da minha mobilidade, flexibilidade ou habilidades específicas para dançar, quero dançar até mesmo quando  meu corpo-mente estiver inerte. Respirar dançando, caminhar dançando, dormir dançando, sorrir dançando, pensar dançando, amar dançando.
Mas eu ainda estou ativa e há tanta vida pulsando que eu quero me desafiar. Se eu não deixei de dançar, mesmo imobilizada por conta da mastectomia e das cirurgias de reparação que fiz, não ia ser agora, já restabelecida. 
Voltar após 8 anos a estar junto da companhia de dança da qual fiz parte por outros 8 é especial. Outra Marina, outra cia, outro momento, porém uma paixão que permanece. Fui acolhida com ♡, sou uma bailarina privilegiada. 
#naoseacostumecomavida
Hoje eu conheci a Tielle. Hoje eu me reconheci na Tielle.
Em comum especialmente o fato de que o câncer nos tomou de assalto e mudou nossa vida para sempre, muito precocemente. Para além, e isso importa muito mais, de que ambas adquirimos uma fome de viver imensa a partir disso. 
Eu tive a oportunidade de fazer parte do grupo de pessoas dispostas a proporcionar a ela um acolhimento único, uma rede segura na qual ela se lançasse rumo ao novo. Uma equipe composta por muitos profissionais competentes, me senti honrada pelo convite e espero poder ter contribuído para que ela daqui para frente siga ainda mais encorajada, e definitivamente "voe" por nossos ares, como tanto almeja.
Ti, que essa troca de hoje te impulsione, assim como fez comigo. Floreamos, dançamos, sorrimos, choramos, e com isso nos curamos um pouco mais. Gratidão.

Ansiosa pra ver o resultado, os episódios prontos, você brilhando na TV e dando um lindo exemplo a todos do quanto viver é especial. Abra suas asas e se entregue, que o mundo é seu. ♡

#naoseacostume #naoseacostumecomavida #vida #cura #saúde #câncer #breastcancer #tratamentodechoque #rederecord
Dia 08 de abril é dia mundial de combate ao câncer. No dia 08 de abril de 2016 eu tinha esse cabelo, que cortei um pouco antes de começar a quimioterapia, a primeira sessão foi dia 05 de abril desse mesmo ano. 20 dias depois ele caiu, quase todo. Eu, que passei praticamente 30 anos de cabelos longos, sofri. Quem me conhece de perto sabe o quanto eu era apaixonada pelo meu cabelão. Foi uma experiência única, impossível de descrever, muito trágica, inesquecível. Mas foi só uma das dores e questões com quais eu lidava naquele momento, e eram tantas e tão complexas, que perder esse corte de cabelo lindo (sério, quando experimentei ter cabelos curtos eu me apaixonei!) nem foi o maior dos problemas. 
Contei isso para enfatizar o quanto eu não desejo a ninguém passar pelo que essa doença causa, da queda do cabelo às demais transformações que ela impõe. 
Um dia pra a gente lembrar de combater essa doença é importante sim. Para que as instituições se mobilizem, o acesso a melhores condições de vida/ saúde e de tratamentos aconteça, e para cada um de nós nos darmos conta de que podemos colaborar pra que doenças como essa sejam menos prováveis de acontecerem conosco, adotando hábitos saudáveis em geral.

O câncer é ainda um mistério em vários aspectos, e ainda que muito já tenhamos avançado, resta tanto a fazer. Atente-se.

#naoseacostume #naoseacostumecomavida #vida #cura #saúde #câncer #breastcancer
Escrevi um livro por mim e por todos. Todos que vivemos a experiência de ter tido câncer, mas também aqueles que experienciaram outras situações tão complexas quanto (ou que ainda irão, visto que ninguém está imune às intempéries dessa coisa doida chamada vida). Sinto que para nos conectarmos verdadeiramente precisamos tratar de temas cruciais como vulnerabilidade e sofrimento, e para isso se tornar possível temos de nos expor, abrir, trocar, amparar, ter empatia, dar afeto. A gente faz um bem que é coletivo quando compartilha nossas vivências com entrega, verdade e amor, todo mundo cresce junto. Me coloquei a serviço disso, e escrever foi o meio que escolhi.

Eu escrevi não para falar de mim nem do câncer, mas o que ter vivido essa experiência despertou de reflexões aqui dentro, e como minha potência só se expandiu. E muito disso somente foi possível por conta das vidas e histórias que cruzaram meu caminho e passaram a me constituir, e a essas sou imensamente grata.

Quero que o livro possa chegar a quem se sentir tocado, e promover essa mesma sensibilização. Eu hoje fiquei muito contente ao doar um exemplar para a biblioteca municipal da minha cidade natal, que frequentei muito quando criança, para que ele possa circular pelas vidas das pessoas mais diversas, levando algum acalanto ou mesmo esperança a elas. Ouso sonhar que ele possa inspirá-las a pensar sobre o que pareça não fazer mais sentido, e acionar mudanças rumo a algo novo, possivelmente melhor.
Se uma chaminha dessa se acender ao menos em alguém, nada terá sido em vão. E eu me considerarei a escritora mais bem-sucedida e realizada.

Aos interessados em adquirir um exemplar, comprem pelo www.marinaarruda.com.br
O lucro destino ao Hospital de Amor, onde fiz o tratamento. ♡

#livro #naoseacostume #naoseacostumecomavida #vida #cura #saúde #câncer #breastcancer